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Isolacionismo

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poster propagandista norte-coreano de 1951
propaganda norte-coreana (1951)

O Isolacionismo é uma linha política que um determinado país toma visando isolar-se[1] geograficamente, culturalmente e diplomaticamente das nações externas, a fim de assegurar sua integridade Nacional e recursos naturais.[2] Vários países aplicaram políticas isolacionistas em diferentes momentos da história. No mundo globalizado de hoje em dia, os únicos países que continuam adotando este tipo de política externa, são apenas a Coreia do Norte e o Butão.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

América para americanos (Doutrina Monroe)
América para americanos (Doutrina Monroe)
Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Um exemplo clássico é o período da política externa dos Estados Unidos no século XIX e início do século XX, especialmente antes da Primeira Guerra Mundial. Durante esse tempo, os EUA evitavam alianças permanentes e intervenções em conflitos europeus, conforme ilustrado pela Doutrina Monroe de 1823, que advertia as potências europeias contra a intervenção nas Américas, enquanto prometia não interferir nos assuntos europeus.

Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA retornaram a uma postura isolacionista, recusando-se a entrar na Liga das Nações e limitando sua participação em conflitos europeus até o ataque a Pearl Harbor em 1941, que os levou à Segunda Guerra Mundial.

Japão[editar | editar código-fonte]

Período Edo (1603-1868): Durante o Xogunato Tokugawa, o Japão adotou uma política de isolacionismo estrito conhecida como sakoku, fechando suas fronteiras ao comércio e à influência estrangeira por mais de dois séculos, até a chegada do Comodoro Matthew Perry dos Estados Unidos em 1853.[3][4]

China[editar | editar código-fonte]

Durante certos períodos das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1912), a China implementou políticas restritivas ao comércio exterior, visando proteger-se da influência estrangeira e manter o controle sobre o comércio marítimo[5]. O exemplo mais famoso é o fechamento dos portos ao comércio exterior durante o século XV e a restrição ao comércio europeu através de Cantão (atual Guangzhou) durante o século XVIII.

Coreia[editar | editar código-fonte]

Durante grande parte do período Joseon, a Coreia adotou uma postura isolacionista rigorosa, restringindo o contato com o exterior e limitando o comércio e a diplomacia a poucos parceiros, como a China e o Japão. Esse isolamento durou até o final do século XIX, quando pressões externas, especialmente do Japão, forçaram a abertura do país.[6]

Tibete[editar | editar código-fonte]

O Tibete, sob o governo do Dalai Lama e dos regentes budistas, manteve uma política de isolamento rigoroso, limitando o contato com o exterior e focando na preservação de sua cultura e religião. Essa política terminou com a invasão britânica em 1904 e a subsequente anexação pelo Império Qing da China.[7]

Albânia[editar | editar código-fonte]

Isolamento comunista: Sob o regime de Enver Hoxha, a Albânia adotou uma política de isolamento rigoroso do resto do mundo, especialmente após romper com a União Soviética e a China. Hoxha implementou uma política de autossuficiência extrema e construiu milhares de bunkers por todo o país em antecipação a uma invasão estrangeira.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Imperialismo

Política externa